08.03.2018

adoro ser MULHER!

Sou mulher, adoro ser mulher, e se fosse o caso de escolher como voltar em outra encarnação gostaria de voltar e voltar e voltar sempre como mulher. Adoro ser mãe do meu filho, mulher de meu marido, empresária independente e, às vezes, meio gueixa.

Penso que nós, mulheres, gostamos de ser atraentes para nossos homens. Eu, pessoalmente, gosto. Podemos tirar partido de maneira sedutora das diferenças que existem entre homens e mulheres. Afinal, a mulher é um ser misterioso e com um pouco de imaginação, humor e ternura, ela supera os mais complexos desafios.

Quando a gente consegue escolher um estilo de vida, de acordo com nossa personalidade, e luta por ele da melhor forma possível, vai conquistando o próprio espaço. E isso faz muito bem! Sempre trabalhei muito e gosto de trabalhar. É meu oxigênio!

Me sinto uma mulher privilegiada com minhas escolhas profissionais e afetivas. Há alguns anos atrás não poderia imaginar o prazer que a Dona Coisa me daria. O desejo de ter uma casa de coisas se transformou num projeto de vida, onde coloco minhas escolhas preciosas.

Hoje, Dia Internacional da Mulher, para mim é mais um dia que vou ao encontro do universo feminino. Na Dona Coisa tenho um trabalho que me faz conviver com mulheres o tempo todo, e como sou atraída pela vida sempre busco o prazer em cada momento.  Ao entrar em contato com mulheres de personalidades tão diferentes me sinto enriquecida pelo fato de cada uma me trazer uma experiência múltipla. Tenho amigas, mulheres fortes que admiro com quem amo conviver e dividir experiências importantes.

A história comprova a força interior feminina e suas conquistas, que se renovam a cada época, das personalidades mais transgressoras às mais divertidas. E como diz a minha querida amiga filósofa, Marcia Cabral, “Mulheres não têm natureza, são puro devir. Mulheres se fazem no tempo e no espaço, na história. Ganham nomes, mas, sobretudo, são singularidades. Reais ou míticas, são imagens do nosso museu mental”.

Volta e meia me lembro dessas…

01.03.2018

beth FRANCO

Hoje, nosso café, DC Lá Em Cima, recebe a primeiríssima exposição da arquiteta e artista plástica Beth Franco. Em ‘Fragmentos: vida e natureza’, ela mostra 40 obras, divididas por temas, onde faz uma apropriação de pequenos pedaços da natureza e une madeiras, pedras, papeis e muitas coisas que guardou a vida inteira. As telas colocadas em caixas de acrílico, nos mais diferentes tamanhos, revelam a beleza que ela capta nos detalhes mais sutis de sua parceria com a natureza.

Conheço a Beth há algum tempo e o que me chama a atenção nela é sua energia tão forte. Quando ela te abraça é aquele abraço forte, tipo bem forte, e quando disse que tinha um trabalho para me mostrar, vindo dela, já esperava algo interessante. Quando me mandou algumas fotos achei tudo bem bonito, e quando vi pessoalmente cada peça me surpreendi! Você sente de cara o bom gosto e, em cada uma existe uma conversa interna, uma coerência, uma estética. Fora isso, o acabamento é um primor! Falei: Adoraria lançar no nosso café, porque é um espaço onde adoro expor coisas novas.

Acho luxuoso lançar um trabalho tão verdadeiro. Afinal de contas é um pouco de tudo o que ela guardou, e agora resolveu abrir as caixas com fragmentos de sua história. Resolvemos montar uma exposição, onde além da beleza de sua obra podemos sentir um tanto de sua energia.

Conheci suas duas filhas arquitetas por outros caminhos e foram elas que fizeram a reforma do café. Nada mais apropriado, portanto, do que Beth apresentar a sua primeira exposição no espaço feito por suas filhas, Roberta e Eduarda Abud. Ainda por cima há um valor afetivo importante.

Fico muito feliz da Beth achar a Dona Coisa um bom lugar para mostrar seu trabalho, pois o considero digno de uma galeria de arte. Gosto quando ela diz: “Vejo tanta beleza no que está decretado morto na natureza”. Não só vê como coloca para nós esse seu olhar. E ainda acrescenta: “Espero que minha seleção transmita o conceito que escolhi para homenagear a vida que está aí, simples na essência, nos detalhes que a natureza displicentemente espalha, embora nós, seres humanos, estejamos com tanta dificuldade de perceber”.

Cada vez mais aprecio o luxo de tirarmos partido do que é mais simples em nossas vidas. Neste caso, Beth consegue nos oferecer beleza do que é gratuito na natureza.

A exposição vai ficar o mês de março no DC Lá Em Cima. Convido vocês a virem apreciar a beleza e a energia que existe no que ela cria.

22.02.2018

Nº DEZ outono-inverno 2018

A cada dia, a Nº Dez ganha mais importância para mim, como negócio e como prazer. Começou como uma marca para suprir o que eu não encontrava no mercado para colocar na Dona Coisa. Em minhas escolhas para a loja priorizo a qualidade, o conforto e a atemporalidade. A Nº Dez se harmoniza com esse tripé, não só em termos de tecido e acabamento, mas esteticamente também. A ideia é que a roupa permaneça por muito tempo, que não seja um modismo, que não seja descartável. Isso, sem esquecer o fato de ser ecologicamente correta.

Quando a gente olha com mais cuidado para a roupa dita ‘luxuosa’ significa que ela tem qualidade e tende a durar mais tempo, o que, por si só, já é uma vantagem, além de causar menos danos à natureza. O resultado é que a pessoa usufrui de um profissionalismo maior em toda a sua cadeia de produção.

Na Dona Coisa, a gente pretende ter um atendimento especializado para que a roupa favoreça a cliente, que a torne ainda mais bonita. Isso faz parte de um processo que defendo: atender de maneira personalizada. É uma questão importante, pois as pessoas que criticam o mercado de luxo podem não considerar suas dificuldades e seus custos. Independente das fases que tive em minha vida, com maior ou menor poder aquisitivo, sempre preferi escolher roupas de qualidade pois acho que nos favorecem de manhã, de tarde e de noite. A Nº Dez acompanha essa filosofia.

Se você veste uma calça muito bem cortada, construída num bom tecido, pode usá-la com uma camiseta bem básica ou com uma camisa de seda e está pronta para ir às mais diferentes ocasiões. Dessa maneira, a pessoa mostra muito mais a sua singularidade. Sem dúvida, a roupa que vestimos é o retrato de quem somos. A Nº Dez, portanto, vem ao encontro da minha compreensão do que é moda, porque quero oferecer para outrem o que acredito ser o melhor.

A partir daí comecei a construir a marca e, paralelamente, na minha vida pessoal, conheci o Paco. Nunca imaginei que poderia ter um companheiro que viesse do mercado de moda. Ao olhar a coleção, ele gostou tanto que acreditou de imediato na minha proposta e me incentivou a investir nessa fatia do mercado. Se tornou sócio da empresa e ampliou a produção, assim pudemos apresentar coleções maiores. Para mim foi excelente porque não tinha experiência em confecção. Há 12 anos meu foco na Dona Coisa é a escolha dos produtos.

Estou muito feliz, principalmente depois da experiência que tivemos em São Paulo. Mostramos o nosso outono-inverno 2018, no show room da Roberta Tolentino, com o objetivo de vender para todo o Brasil. Antes, eu só vendia na Dona Coisa.  Para minha alegria, a reação das pessoas foi extremamente positiva, acima das minhas expectativas. O que mais ouvi é que a roupa atende a um segmento que está carente. Além de clássica é atemporal, extremamente contemporânea e feminina, embora ‘roube’ alguns detalhes da indumentária masculina, e tem uma sensualidade velada sempre presente.  Afinal, as ambiguidades precisam respirar.

O outono-inverno se inspira no minimalismo da pintura de Adriano de Aquino e suas pinceladas tornaram-se estampas. Além do preto e branco, os tons de azul, vermelho e ameixa, em tecidos clássicos, como shantung e seda pura, se envolvem com outras texturas refinadas em modelagens modernas e confortáveis.  A camisaria continua forte e pretendo eternizar algumas peças ícones, como dois modelos de calças, que funcionam muito bem, e alguns modelos de jeans.  A linha festa é simples e chique com destaque para o plissado.

Ir ao encontro dessa mulher cosmopolita, dinâmica e refinada, que não se rende a modismos e se identifica com um tipo de roupa descomplicada é a proposta da Nº Dez.

Obs: A coleção será lançada na Dona Coisa em 1 de março, juntamente com a exposição de Beth Franco, “Fragmentos: vida e natureza”, que fica no nosso café, DC Lá Em Cima, durante o mês de março.

15.02.2018

mala, EIS A QUESTÃO

Apesar de trabalhar com moda há tantos anos e de viajar muito, sobretudo por causa da minha profissão, pode parecer fácil arrumar uma mala, mas que hora complicada para mim!

Acho o máximo quando algumas mulheres falam assim: “‘São oito dias de viagem e na minha mala levo oito looks”. No meu caso, a escolha da roupa tem a ver com tantos fatores que se torna algo complexo. Não só penso na temperatura do lugar para onde vou, mas principalmente, o que conta é o astral do dia.

É um comportamento histórico na minha vida. Quando trabalhava no mercado financeiro acordava muito cedo. Tinha um dia longo pela frente e tentava na noite anterior deixar tudo mais ou menos pronto, pois a escolha da roupa era um momento que demorava muito. Alías, demora até hoje. Fazia isso para não gastar preciosos minutos da manhã seguinte pensando na roupa.

Para mim, a roupa tem muitos significados e representa o que estou sentindo naquele dia. Então, voltando ao tema ‘fazer mala’ dá para imaginar o quanto é difícil prever as roupas desejadas para tantos dias.

Em toda viagem que faço levo vários paninhos, que adoro e que fazem toda diferença num visual. Só que tenho paninhos de algodão, seda, outro mais quente… Enfim, levo mais paninhos do que preciso e levo também, é claro, mais roupas do que uso, sempre.

Falar comigo sobre fazer mala, mesmo sendo uma profissional de moda, talvez não ajude, e quem sabe acabo complicando a vida de quem me pergunta.

Mas, a verdade é que adoro chegar em um lugar e saber que tenho ‘quase tudo’ que vou precisar. Daí o excesso! Acabei de chegar de Trancoso e as Havaianas, uma preta e outra branca, com as pedrinhas da Swaroviski foram meu sapato da viagem. Ia com elas da praia às casas de amigos, aos restaurantes… Colocava um longuinho de seda sobre o biquíni, minhas Havaianas, um chapéu e um paninho.

Eu, que sou super preocupada com o sol, cheguei em Trancoso e me dei conta que não tinha colocado na mala meu chapéu preferido. A gente sempre esquece alguma coisa! Desta vez, tivemos a chance de ir de carro, porque levamos duas bikes, e a minha liberdade aumentou, já que não precisei me limitar à mala que levo no avião.

Nécessaire é outro item que ocupa muito ‘espaço’. Vai que acaba um produto imprescindível? Acabo levando outro como garantia. Tento fazer uma seleção bem prática, mas a bagagem vai se multiplicando. Meu secador de cabelo me acompanha sempre. Levo alguns sachês para colocar na lingerie. Levo também uma vela perfumada e um borrifador de ambiente para deixar um cheirinho que adoro no lugar que fico. Na Dona Coisa tem miniaturas de vela e de borrifador, então coloco no quarto do hotel ou na casa que estou hospedada para deixar o lugar com atmosfera pessoal. Se fosse possível levaria meu travesseiro. Assumo um tanto de frescura.

A roupa que saio de manhã independe do programa que faço, a não ser que vá a uma cerimônia, é claro! Se a escolha for mais clássica procuro desencaretar com os acessórios. Levo um saquinho com bijuterias, pois elas podem mudar completamente as roupas, senão parece que nem troquei de roupa porque, geralmente, uso preto ou branco. Gosto muito de pulseirão, colarzão.

Com bolsa até que sou objetiva. Vou com uma grande e outra pequenininha de pano para sair à noite, atravessada no corpo para não ter que carregar, mas que caiba meu paninho. Me faz bem levar alguns cartões com envelopes, já que em toda viagem a gente pode ter que deixar um bilhete, uma lembrança ou algum recado.

Na mala de mão é fundamental que tenha uma lingerie, uma camiseta a mais, pois se tiver que passar uma noite a mais num lugar tenho o kit básico que necessito. A maquiagem está sempre em minha bolsa.

Lembro que era adolescente quando minha tia, irmã de minha mãe, me ensinou a melhor maneira de fazer uma mala. Me deu as pistas básicas para aproveitar cada centímetro. Ela viajava muito e tinha a maior experiência. Aquela coisa de não dobrar muito as roupas, tentar espalhar ao máximo as peças usando toda a extensão da mala. A técnica de fazer caber as coisas não é nada complicada, difícil mesmo é a escolha do que vamos deixar de levar. Aprendi e uso os seus ensinamentos, principalmente nas voltas das viagens!

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